Combate à raiva e dengue

09/07/2007
Priscila Natividade

Controlar, monitorar e vigiar são três ações que caracterizam muito bem o papel das políticas públicas junto ao combate da raiva e da dengue. Por envolver uma situação favorável não apenas por questões ambientais, mas também por uma ocupação desordenada, saneamento básico e coleta de lixo regular, a dengue e a raiva devem ser monitoradas pelo município, que vem realizando campanhas massivas e disponibilizando também médicos, remédios e vacinas nos postos de saúde. Há também cerca de 1.200 agentes que visitam de casa em casa o cidadão, tanto para identificar focos de dengue como para vacinar cães e gatos.
De acordo com a Drª Maria Antônia Brito, médica veterinária chefe da coordenação de Saúde Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS), mesmo diante de todas essa diversidade presentes na cidade, que terminam impactando nas condições de saúde, a consciência da população e o desenvolvimento de atividades conjugadas com os vários setores públicos são de fundamental relevância para o combate dessas doenças: “Não basta ter médico e remédio. A gente quer que a sociedade possa também fazer a defesa de sua saúde, que ela colabore, que seja participante, fazendo com que a população seja um ator ativo nesse processo”, destaca.

Dor de cabeça, febre alta, dores no corpo, manchas vermelhas. Os sintomas mostram que aquele mosquitinho, aparentemente indefeso, pode ter lhe transmitido o vírus da dengue. “Um único mosquito chega a contaminar até 300 pessoas num ciclo em que o inseto sobrevive até 45 dias”, explica o Drº Almério Machado Júnior, clínico, pneumatologista e professor da Escola Baiana de Medicina.
O nome Aedes aegypti pode parecer estranho, mas os sintomas da dengue são comuns, e muitas vezes são confundidos com uma gripe, mas atenção: a dengue não apresenta coriza ou tosse, por isso não misture as duas coisas. Principalmente porque a ingestão de remédios à base de AAS (ácido acetilsalicílico) presente em boa parte dos antigripais, como melhoral ou aspirina, podem acabar agravando o caso. O mais indicado é o uso do Paracetamol, conhecido popularmente como Tylenol.

Já a raiva é adquirida através da mordida ou arranhadura de cães e gatos ou também de animais silvestres. Geralmente os seres contaminados apresentam um quadro de agressividade com alterações de comportamento. Logo ao ser mordido ou arranhado, sobretudo por um animal de rua ou desconhecido, o paciente deve lavar o ferimento com água e sabão e ir imediatamente até um posto de saúde. “Você pode perder um tempo precioso se não forem logo tomados o soro anti-rábico e a vacinação, senão a doença com certeza o levará à morte”, adverte o médico.
A raiva se manifesta em dez dias apresentando quadros de calafrios, dores musculares e durante a deglutição, além da hidrofobia, ou seja, aversão à água. Por isso é importante agir até dois dias após o incidente. Melhor ainda o efeito, se for logo no mesmo dia, justamente para que se consiga combater o vírus com o soro e dar tempo para a vacina agir.

Algumas ações são importantes para contribuir com essa noção de “consciência sanitária” e conseqüentemente evitar a proliferação e risco dessas epidemias. A seguridade é do poder público, mas você também pode ajudar, como indica a Drª Antônia Brito:
. Ter em mente seus direitos e deveres. Precisamos de uma prática integrada para combater esses agravos. Comece dentro de casa, eliminado focos de água limpa parada e vacinando cães e gatos domésticos;
. Participe das campanhas de conscientização quanto à prevenção dessas doenças, mobilizando a comunidade, amigos, parentes e vizinhos, afinal, essa é a parte mais importante.
. Não se auto medique. Caso você seja infectado pelo vírus, logo após o surgimento dos sintomas, vá até um posto médico. Através do telefone da Ouvidoria de Saúde você tem acesso a um serviço que possa indicar o endereço e telefone da unidade mais próxima, ou ainda funcionar como um canal de comunicação com a SMS por meio de informações, reclamações ou sugestões. O telefone é: (71) 3186-1100.

Copyright © 1997 - 2007 A TARDE On Line . Internet.com.Informação .