Ginecologia e Obstetrícia

09/07/2007
Saiba diferenciar urgência de emergência ginecológica e obstétrica
silvana malta

 

 

Para entender o que são emergências em ginecologia e obstetrícia, na opinião do ginecologista e obstetra do Centro Estadual de Oncologia (Cican), Allan Nogueira da Silva, é preciso diferenciar as situações de emergência das de urgência médicas. Segundo ele, emergência médica é a situação na qual se faz necessário agir e decidir de forma imediata, pois esta coloca a vida do enfermo em risco. Já a urgência médica é a situação que requer assistência médica na qual se tem mais tempo para transportar e atender o paciente, pois não oferecem risco de vida imediato, nem de agravamento da situação. Na área de ginecologia e obstetrícia, continuou o especialista, são várias as patologias que podem levar a um ou outro quadro.





Trabalho de abortamento

quadro clínico caracterizado por cólicas e sangramento vaginais em gravidez com idade menor do que 20 semanas.


Gravidez ectópica íntegra – gravidez que acontece fora da cavidade uterina e está associada a mulheres com atividade sexual sem proteção que apresentam atraso menstrual, sangramento vaginal discreto e sintomas de gravidez como náuseas e aumento do seio.

Estupro

Prático de atividade sexual sem o consentimento do parceiro. Neste caso, necessita de avaliação médica para evitar uma gravidez indesejável, doenças sexualmente transmissíveis e tratamento de possíveis traumas ao aparelho reprodutor.
Vulvovaginites

Presença de corrimento com coloração amarela, verde ou acinzentada associada a odor vaginal e coceira.

Infecção do trato urinário (cistites)

Presença de dor e ardor ao urinar que pode ser acompanhada de sangue na urina.

Bartholinite

Presença de cisto na glândula de Bartholin (glândula localizada na entrada da vagina) associada a aumento de tamanho, dor e elevação da temperatura local.

Hemorragia ginecológica

Toda mulher que perceber aumento do fluxo menstrual por mais de dez dias deve procurar um ginecologista para avaliação de diagnóstico correto visto que inúmeras patologias podem apresentar esta sintomatologia, a exemplo de miomas, sangramento uterino disfuncional, câncer do colo uterino e câncer do endométrio.

Doença inflamatória pélvica

Surgimento de dor pélvica (barriga), associada a corrimento vaginal amarelado, sangramento vaginal, odor e dor durante manipulação uterina ou durante relação sexual.

Placenta prévia
Ocorre quando a placenta se insere na parte inferior do útero, causando sangramento vaginal de cor escura, com intensidade progressiva e sem cólica uterina.

Ruptura das membranas amnióticas

É a perda de líquido amniótico (líquido claro que escore pelas pernas sem cheiro de urina) que acontece após a ruptura das membranas amnióticas e que tem com principal causa a infecção vaginal. Pode levar ao desencadeamento do trabalho de parto.
Situações de emergência



Gravidez ectópica rota

Gravidez extra-uterina associada a sangue na cavidade abdominal, apresentando atraso menstrual, sangramento vaginal, dor pélvica (barriga) de forte intensidade, palidez cutânea e sensação de desmaio.

Pré-eclampsia

Gravidez com idade gestacional acima de 20 semanas, associada à pressão alta (pressão arterial com valores maiores que 140/90mmHg), proteinúria (proteína na urina) e edema dos pés ( inchaço nos membros inferiores).

Eclampsia

É o surgimento de crises convulsivas na maioria das vezes associadas à pré-eclampsia.

Descolamento prematuro da placenta (DPP)

É o descolamento da placenta normalmente inserida na parede uterina que culmina com sangramento interno ou externo. Está associada à pressão alta, traumas e uso de cocaína.

Trabalho de parto prematuro

Surgimento de contrações associadas a sangramento vaginal e dilatação do colo uterino em gravidez com idade gestacional acima de 20 semanas.

Ruptura ou torção de cistos ovarianos

Os cistos ovarianos são patologias que acometem mulheres em qualquer idade e são bastante comuns. O seu tratamento depende do tamanho da sintomatologia associada e o tipo de cisto, podendo ser aplicado um tratamento clínico, cirúrgico ou expectante. Os cistos que ocorrem no meio do ciclo são os mais freqüentes e, na maioria das vezes, o tratamento envolve apenas repouso e analgésicos. Contudo, em determinadas situações, podem evoluir para uma hemorragia interna ou torção, necessitando de tratamento cirúrgico imediato.


•Procurar um ginecologista, pelo menos uma vez ao ano, para exames de rotina, entre eles o “Papanicolau”, que previne o câncer do colo uterino, e mamografia, que evita o câncer de mama.
•Procurar um ginecologista toda vez que apresentar sintomas com corrimento vaginal ou alteração do fluxo menstrual;
•Evitar a promiscuidade sexual;
•Usar camisinha;
•Usar métodos para prevenir uma gravidez indesejável;
•Fazer pré-natal;
•Seguir as orientações e recomendações dos médicos;
•Praticar atividade física regular;
•Alimentar-se de maneira saudável;
•Evitar o fumo e bebidas alcoólicas, principalmente quanto estiver dirigindo.

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