Petrobrás: água é prioridade

Todos os anos milhares de baleias se acasalam no litoral norte da Bahia


  • Márcia Rodrigues
    A preservação do meio ambiente e principalmente dos mananciais hídricos são uma prioridade para a Petrobrás. Para isso, a empresa vem desenvolvendo uma série de projetos ambientais na Bahia e em todo o Brasil. O gerente regional de Comunicação Institucional da Petrobrás para o Nordeste, Rosemberg Pinto, explica que a empresa vem fazendo investimentos significativos em programas de prevenção de acidentes e contingenciamento, justamente para alcançar os padrões internacionais de excelência em segurança e respeito ao meio ambiente.
    O ponto de partida dessa transformação, afirma Rosemberg, foi o acidente ocorrido em janeiro de 2000, na Baía de Guanabara, que evidenciou a necessidade de mudança nos modelos de segurança e gestão ambiental da companhia. Em abril daquele ano, a empresa deu início a um investimento global de US$ 3,2 bilhões, dos quais cerca de 80% foram destinados à prevenção. Desde então, a Petrobrás se transformou num verdadeiro canteiro de obras, com cerca de 3 mil projetos em execução ou já concluídos, abrangendo todas as unidades e com acompanhamento permanente de auditores da Pricewaterhouse.
    Esses projetos, dos mais variados portes, contemplam toda a cadeia produtiva da Petrobrás, desde a exploração e o refino até a distribuição, culminando com a instalação de supervisão automatizada em todos os dutos da companhia. Também foram instalados, nesse período, nove centros de defesa ambiental, que funcionam como uma espécie de corpo de bombeiros contra vazamentos de óleo, além estar sendo aprimorados os sistemas de redução e tratamento de resíduos e emissões em todas as unidades.
    Para evitar o impacto ambiental, a empresa dividiu sua atuação em três linhas de ação. Primeiro, na atualização de equipamentos e de suas bases tecnológicas; e em seguida, na conscientização dos funcionários, mostrando-lhes que um vazamento acarreta prejuízos para a empresa e para toda a sociedade. Por último, buscou-se a interação com órgãos e instituições preocupados com a questão ambiental. “Isso ajudou a romper com a visão que existia entre os ambientalistas e a Petrobrás. Aqueles viam a empresa como uma companhia poluidora enquanto que a Petrobrás os enxergava como atores que impossibilitavam o seu desenvolvimento”, afirma o gerente de Comunicação.
    Com base nessa parceria, foi implantado o Programa Olho Ambiental, desenvolvidos por entidades ambientalistas e patrocinado pela Petrobrás. “É preciso deixar claro que a nossa atuação baseia-se na transparência e que jamais esconderemos da sociedade qualquer tipo de participação ou responsabilidade em um acidente ecológico. A prova que priorizamos o ambiente é o trabalho de monitoramento diário e total das nossas plantas industriais.”

    Atuação na Bahia

    Rosemberg Pinto explica que na Bahia a Petrobrás realiza em sua párea de atuação o Projeto de Recuperação de Matas Ciliares de Manguezais. O objetivo é preservar o meio ambiente e diminuir consideravelmente os impactos negativos aos mananciais. “Além do trabalho comercial da companhia, existe um forte diálogo com a comunidade, sempre na busca da sua conscientização em relação à preservação do meio ambiente e, em especial, à utilização da água”, afirma, destacando que as ações da empresa não são orientadas apenas pela atividade econômica, mas também pelo princípio da sustentabilidade com relação ao meio ambiente e à água.

    Tamar

    Ficam no litoral baiano algumas das principais bases do Projeto Tamar. Patrocinado pela Petrobrá, o Tamar já ultrapassou a marca de cinco milhões de tartarugas marinhas protegidas em cerca de mil quilômetros de praias de oito estados brasileiros. O projeto é gerenciado pela Fundação Pró-Tamar e conta com o apoio do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente.

    Recuperação de Manguezais

    A empresa desenvolveu ações de preservação, conservação e recuperação de manguezais nas regiões de Maragojipe, São Francisco do Conde e Candeias. O objetivo é promover o reflorestamento de manguezais, utilizando a mão-de-obra das comunidades e conscientizando a população sobre a importância desses manguezais para o ecossistema.

    Baleia Jubarte

    Presentes em diversas áreas do litoral da Bahia durante a temporada de reprodução, entre julho e novembro, as baleias jubarte têm população estimada na costa brasileira em torno de 2,5 mil indivíduos e migram todo ano das águas frias da Antártida, onde se alimentam, para o Banco dos Abrolhos, o mais importante berçário de baleias no Atlântico Sul Ocidental. O Banco dos Abrolhos constitui um alargamento da plataforma continental brasileira, que se estende desde o Rio Doce, no Espírito Santo, até Prado, no extremo-sul da Bahia. O projeto, que conta com patrocínio exclusivo da Petrobrás, está agora realizando com sucesso o turismo de avistagem de baleias nessa região.

    Água e cidadania no semi-árido – da escassez à sustentabilidade

    O projeto Água e Cidadania – da escassez à sustentabilidade propõe a melhora do processo de organização da sociedade civil para a convivência com o semi-árido. No primeiro ano, a proposta é ampliar a captação de água de chuva para as famílias da zona rural, com a construção de cisternas de placas. Participando diretamente do programa do governo federal, cuja meta é alcançar a marca de um milhão de cisternas até julho de 2008, a Petrobrás, em parceria com a ONG Articulação do Semi-Árido (ASA), está construindo milhares de cisternas na Bahia, Sergipe, Alagoas Pernambuco.

    Programa 1 Milhão de Cisternas

    Esse programa faz parte do Programa de Formação e Mobilização Social para Convivência com o Semi-Árido, que investirá R$ 1 bilhão na construção de cisternas no semi-árido nordestino. A idéia é simples: coletar a água da chuva que cai nos telhados e armazená-la em grandes caixas de água feitas de cimento. Esse modelo, desenvolvido na década de 60, substituiu os tijolos por placas de cimento pré-moldadas e concebeu uma cisterna redonda na qual a pressão da água diminui e evita rachaduras.


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