Embasa faz reflorestamento no Lago do Rio da Dona

Plantas vão recompor a flora do Lago do Rio da Dona, em Santo Antônio de Jesus


  • Márcia Rodrigues
    Cerca de 1,6 mil mudas de espécies nativas e frutíferas foram plantadas pela Embasa, no Lago do Rio da Dona, em Santo Antonio de Jesus. O reflorestamento da mata ciliar visa recuperar a vegetação no entorno, evitando assoreamentos e erosões, e assim mantendo a qualidade do manancial. A ação contou com a parceria do Ministério Público, SRH, CRA, Semarh, EBDA, Ibama, Uneb, UFRB, prefeituras municipais de Santo Antônio de Jesus, Varzedo, São Miguel das Matas e Laje, grupos ambientalistas Gana, Gambá e ribeirinhos.
    De acordo com o superintendente de Meio Ambiente e Projetos da Embasa, Júlio Mota, há uma expectativa de que esse trabalho repercuta em outras localidades. "Estamos dando o primeiro passo para a recuperação do Rio da Dona, mas é importante ressaltar que deve ser um trabalho contínuo. A água é um elemento essencial à vida. Temos que agir constantemente para ter nossos mananciais protegidos e preservados", afirmou.
    O terreno plantado, além de estar em dia com a legislação ambiental, também será auto-sustentável. Entre as espécies nativas, como aroeirinha, angelim, boleira e gurindiba, foram plantadas também mudas árvores frutíferas, como caju, cajá e açaí. Jorge Sales, proprietário de um terreno às margens do rio, vai aproveitar as frutas para fazer polpas. Em quatro anos as árvores já estarão desempenhando sua função ecológica de proteger a barragem.

    Embasa monitora qualidade da água de mananciais da Região Metropolitana de Salvador

    A Embasa já está emitindo relatórios sobre a qualidade da água bruta dos mananciais da Região Metropolitana de Salvador. Os relatórios são mensais para as áreas de captação e represas e trimestrais para as redes de monitoramento georreferenciado, implantadas nos rios utilizados para abastecimento público. Segundo o superintendente de Meio Ambiente da empresa, Júlio Mota, o objetivo é traçar um perfil da evolução da qualidade da água captada, dando suporte às ações de controle e conservação desses mananciais.
    A aferição da qualidade da água é feita através de um índice denominado IQA, reunindo nove parâmetros que indicam as condições apropriadas para se produzir água tratada de boa qualidade (ver quadro). O modelo do IQA adotado pela empresa partiu da análise de diversos indicadores utilizados por instituições brasileiras que atuam na gestão dos recursos hídricos e adaptado às condições climáticas do estado da Bahia.

    Ribeirinhos terão esgotamento sanitário

    A população de 40 mil pessoas, que vive nos municípios de Caturama, Central, Canarana, Canápolis, Igaporã, Muquém do São Francisco e Morpará, às margens do Rio São Francisco, vão contar com serviço de esgotamento sanitário. As obras serão frutos de convênio assinado entre Embasa, Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) e o Ministério da Integração Nacional.
    O valor do investimento para a execução dos projetos é da ordem de R$ 2,3 milhões e os sistemas serão construídos de modo a contemplar também a destinação final dos efluentes, ou seja, os esgotos dessas localidades terão tratamento completo antes de retornarem ao leito do rio, evitando danos ao meio ambiente.
    O Ministério da Integração Nacional vai implantar sistemas de esgotamento sanitário nas cidades situadas na calha do Rio São Francisco para promover a revitalização do rio. Até o ano de 2010 estão previstos investimentos de R$ 1,2 bilhão nesses municípios.

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