CONSÓRCIO INVESTIRÁ US$ 580 MILHÕES


José Agugusto Fernandes Filho - Diretor Geral da Queiroz Galvão.
O Campo de Manati está sendo desenvolvido por meio de um consórcio e a participação está assim dividida: Petrobras com 35%, a Queiroz Galvão com 55% e a Norse Energy com 10%.

Anaydê Holanda

O consórcio obteve a concessão da Agência Nacional de Petróleo (ANP) para pesquisar a área que resultou no campo, na região sul do Estado. Ao todo, foram investidos, até o momento, US$ 400 milhões no empreendimento, desde o início da exploração do campo e ainda serão investidos mais US$ 100 milhões.
Confiante desde o primeiro momento no potencial da região, a Queiroz Galvão seguiu com as investigações mesmo quando a Petrobras decidiu, entre 1999/2000, reduzir seus riscos exploratórios e sua exposição financeira no Bloco BCAM-40, no qual o campo está inserido, oferecendo até 65% de participação no bloco para cerca de dez companhias nacionais e internacionais.
De acordo com o diretor de exploração e produção da Queiroz Galvão Óleo e Gás, José Augusto Fernandes Filho, mesmo na fase de alto risco, a empresa acreditou tanto no sucesso do Projeto Manati que decidiu assumir a participação de 55% do mesmo. Já a Petroserv vendeu seus 10% de participação no consórcio para a Norse Energy.
A Norse Energy, comemorando a decisão de ter apostado no Campo de Manati, esperava entrar com uma maior "fatia" nesse consórcio e, futuramente, colher resultados satisfatórios. De qualquer forma, a empresa está atenta a outras oportunidades de negócios na Bahia. "Sabemos do potencial do Estado nas áreas de petróleo e gás e estamos dispostos a investir", ressalta o diretor e presidente da empresa José Almeida (leia mais sobre a Norse Energy na página XX).
A Construtora Queiroz Galvão também foi a responsável pela construção e montagem da plataforma de Manati (PMNT-1), após ganhar este direito num processo licitatório competitivo. Isso porque a empresa opera também como prestadora de serviços desde 1980, tendo perfurado poços no Brasil e no exterior. Assim, essa organização desempenhou um importante papel no Projeto Manati. Depois da descoberta do campo, a Queiroz Galvão Óleo e Gás, juntamente com os seus sócios, participou ativamente de todas as fases de implantação do campo. Ela colaborou com a Petrobras, sócia operadora do projeto, desde o planejamento até a implantação final.

 




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