PROJETOS SÓCIO
AMBIENTAIS BENEFICIAM COMUNIDADE

Os projetos sociais a serem desenvolvidos nos municípios pretendem promover transformações permanentes para a população.
A Petrobras não está preocupada apenas com a produção de petróleo e gás. Em todas as regiões em que atua são desenvolvidos projetos de responsabilidade social, com foco nos aspectos sócio-ambientais.
Carolina Grimaldi Gouveia
Por isso, já estão sendo elaborados os projetos sociais e ambientais junto às comunidades da região da Bacia de Camamu, onde está instalada a plataforma do Projeto Manati, localizada a 10 km a leste da ilha de Tinharé e cerca de 65 km a sudeste de Salvador. Dentre eles, o Programa Integrado de Projetos Produtivos de Desenvolvimento Sócio-Ambiental (PIPP) pretende preparar as comunidades para a descoberta das potencialidades locais como incentivo ao desenvolvimento.
"Os projetos sociais a serem desenvolvidos nos municípios influenciados diretamente pelo Projeto Manati têm a proposta de criar ações que não apenas compensem possíveis impactos do projeto, mas promovam transformações permanentes para a população", destaca Glória Menezes, Gerente de Segurança, Meio Ambiente e Saúde do Ativo Bahia-Mar. Segundo ela "a identificação de projetos na área social é feita através de metodologia participativa, ou seja, identificados e construídos com a própria comunidade por meio de oficinas de diagnóstico, em um processo de construção coletiva.
O Projeto de Comunicação Social foi realizado durante toda a fase de instalação da plataforma de Manati. A proposta é continuar o trabalho acompanhando a comunidade, reforçando a relação de diálogo, confiança e cooperação firmadas. "Além de deixá-los sempre informados de todas as fases da operação", ressalta Glória. Já o projeto Educação Ambiental dos Trabalhadores tem o objetivo de difundir para a equipe os conceitos gerais do meio ambiente (Lei de Crimes Ambientais no. 9.605/98). Tudo compatibilizando o trabalho com a conservação ambiental, considerando, também, as práticas de pescas desenvolvidas nas áreas onde estão sendo construídas as instalações e a divulgação das normas de segurança adotadas no Projeto Manati.
A comunidade conta ainda com o Projeto Controle da Poluição. Neste, são ensinadas técnicas para o gerenciamento dos resíduos e emissões gerados na fase de operação, prevenindo possíveis impactos especificamente causados pela produção e escoamento de gás natural do Campo de Manati. Há também um Projeto de Desativação que visa estabelecer critérios básicos de atuação, ambientalmente adequado para as atividades que poderão ser desenvolvidas quando as atividades do Campo de Manati vierem a ser encerradas.
O Projeto de Monitoramento Ambiental, conforme sugere o nome, monitora os animais aquáticos e os sedimentos. Para isso, são realizadas diversas atividades: monitoramento com caracterização meteorológica e oceanográfica da região; monitoramento dos animais que vivem no fundo do mar; monitoramento das praias por onde passa o gasoduto (Ponta do Garcez e Guaibim); acompanhamentos dos organismos vivos nas estruturas da plataforma; monitoramento da atividade pesqueira; e a verificação dos manguezais da região entre Morro de São Paulo e Guarapuá.
SEGURANÇA
ECOLOGICAMENTE CORRETA
A PMNT-1 é desabitada e operada em terra a partir da sala de controle da Estação São Francisco, de onde é possível controlar todos os equipamentos como bombas, válvulas, geradores de energia, etc. O controle da plataforma é feito por um sistema informatizado e integrado, permitindo a intervenção à distância e de forma imediata em todos os processos. Em situação de emergência, o sistema interromperá as operações, isolando os equipamentos da planta de produção, paralisando a produção e colocando o sistema em situação total de segurança, eliminando qualquer risco operacional ou de impacto ao meio ambiente decorrente de qualquer anormalidade.
Em caso de anormalidade operacional ou emergência na plataforma, um sistema avançado eliminará, rapidamente, o gás sob pressão através da abertura e fechamento de quatro válvulas em cascata, de forma a garantir uma velocidade mínima de descarga de gás, para assegurar a total dispersão do gás, eliminando o risco de contaminação ambiental e a formação de mistura inflamável.
A plataforma é equipada com um sistema de detecção de gás provido de sensores, localizados de acordo com estudos de dispersão de gás, suficientes para monitorar todas as áreas onde possa ocorrer concentração de gás. Para detecção de fogo, são utilizados vários tipos de sensores: de fumaça (em ambientes fechados fora da planta do processo), de calor, plugues-fusíveis (que acionam o sistema de dilúvio) e sensores de fogo UV/IR (ultravioleta/infravermelho).