Responsabilidade Social - Canal Especial: A Tarde

A Tarde - Responsabilidade Social

Exemplos de iniciativas de voluntariado
Margareth Xavier

"E agora, só no próximo Natal?" A pergunta deixou inquieto um grupo de funcionários da
Caraíba Metais que, em 2001, resolveu fazer uma festa de Natal para as crianças do Centro
de Recuperação do Menor Carente (Cermec), em Dias D´Ávila. Foi o pontapé para mobilizar o
grupo de voluntários durante todo o ano. Assim nasceu o Grupo de Apoio Solidário (GAS). A
iniciativa foi apoiada pela Caraíba Metais, que em 2002 lançou o Caraíba Solidário.
Hoje a empresa estimula o trabalho voluntário, oferecendo espaço para as reuniões
do grupo, dispensando funcionários em horário de trabalho e cedendo mão-de-obra
especializada, como a de mecânicos e eletricistas. A empresa também faz o desconto
em folha das doações mensais de cerca de 290 empregados que desejam ajudar o Grupo.
"Desenvolvemos um trabalho em estreita parceria e o GAS integra o programa da
empresa", afirma o coordenador do GAS, Fernando Barbalho. (leia mais no box)
Na Brinquedos Rosita, em Lauro de Freitas, a iniciativa de colaboradores também ganha
espaço maior. As funcionárias Nelza de Jesus e Queila Rocha decidiram atuar na comunidade Quim Goma, no mesmo bairro onde fica a empresa. "Desejamos fazer mais pela comunidade. Começamos a nos estruturar e futuramente vamos nos dedicar, de uma forma continuada, à melhoria da qualidade de vida de crianças da comunidade", conta Queila. A empresa também adotou a idéia, e abre espaço para as reuniões, contribui financeiramente e apóia a realização dos eventos. Com o desejo de crescer e transformar
ações pontuais em práticas continuadas, o Grupo de Voluntários já elaborou estatuto e
definiu missão e valores. O objetivo é centrar esforços na melhoria da qualidade de vida de
crianças de 2 a 8 anos, em Lauro de Freitas, desenvolvendo ações na área de educação,
esporte e cultura. "E na empresa procuramos disseminar a idéia de que todo mundo pode ser voluntário, independente da idade ou do cargo. O importante é ter compromisso e o desejo de compartilhar afeto", enfatiza Queila..

COMO SE TORNAR VOLUNTÁRIO


O trabalho voluntário, definido pela Lei 9.608, de fevereiro de 1998, "é uma atividade
não remunerada, prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza ou
instituição privada com fins não lucrativos, que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social, inclusive mutualidade". Os interessados em implantar um programa de voluntariado podem buscar mais informações no Portal do Voluntário (www.portaldovoluntario.org.br), que desenvolve tecnologias inovadoras em gestão e promoção de voluntariado empresarial. Iniciativas individuais também podem encontrar respaldo nos sites www.facaparte.org.br.
Advogados, dentistas, médicos pediatras, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas,
arquitetos e enfermeiros têm oportunidades específicas no www.fundacaoabrinq.org.br.

O EXEMPLO DO GAS

Coordenado desde o início pelo engenheiro Fernando Barbalho e por Cinthia de Souza
Bastos, o Grupo de Apoio Solidário (GAS) está crescendo, já apóia outras iniciativas, e sonha
em se transformar em ONG. "Estamos trabalhando para que possamos ampliar nossa
ações, atendendo um número maior de pessoas, de forma estratégica", declara
Barbalho. Além de continuar apoiando o Centro de Recuperação do Menor Carente, onde tudo começou, o GAS adotou também o Projeto Abrace, tocado antes por um único funcionário, que por conta própria decidiu ensinar seu ofício de soldador para os moradores do município. "Descobrimos o Jessé Nonato dos Santos e achamos que este era o tipo de investimento que poderia dar bons resultados", conta Barbalho.Com a ajuda do GAS, o Abrace já formou mais de 50 soldadores, de todas as idades, sendo que 14 deles já estão
trabalhando. Segundo Bardalho, muitos voltaram a estudar, depois da oportunidade de
aprender um ofício. O GAS contribui também para várias outras instituições inscritas no Caraíba Solidário e, juntos, fazem campanhas para conquistar novos adeptos à causa. Exemplo é o recente lançamento da Empresa Solidária, no qual as empresas terceirizadas também passaram a contribuir financeiramente com o GAS. "É preciso crescer, criar uma estrutura maior para poder ajudar. As pessoas precisam de ajuda todos os dias. Não dá para fazer apenas uma campanha pontual. O importante é criar formas para que as pessoas possam crescer e encontrar maneiras de sustentar seus próprios projetos", salienta Barbalho.


OPORTUNIDADE


Se algumas pessoas nascem com vocação para o trabalho voluntário e solidário, outras
precisam de um empurrãozinho para realizar o desejo de ajudar. Este foi o caso da estudante de psicologia Edjane Souza Silva, de 20 anos, assistente administrativa na Caraíba Metais. "Queria fazer algo, mas não sabia o quê nem como começar", conta. O estímulo veio de dois lados: uma disciplina na faculdade, voltada para
o estudo da velhice, e o Caraíba Solidário. "Na faculdade decidi que queria trabalhar com
idosos e, na empresa, tive a oportunidade de finalmente realizar o que prometia", afirma.
Depois de aceitar o convite para participar da reunião do grupo, a funcionária aderiu à
turma que visita regularmente o Lar São Francisco de Assis, em Camaçari. "Percebi que
os moradores precisam mesmo é de carinho, de atenção. No caso deles, dinheiro não é o
mais importante, mas calor humano", observa.

COMO IMPLEMENTAR PROGRAMAS DE VOLUNTARIADO

Conhecer a empresa e sua cultura interna é o primeiro passo para se implementar um programa com bons resultados. Discussões para identificar a missão, visão, valores e prioridades institucionais e de responsabilidade social que a empresa realiza, bem
como definir os objetivos da empresa com o voluntariado são o próximo passo.
É importante formar um comitê de trabalho, facilitar os encontros do grupo e traçar um plano de ação, além de desenvolver conceitos e estratégias de apoio ao programa. É fundamental que o grupo identifique também as necessidades da comunidade e transformar
todas as idéias em projeto. Um coordenador com visão profissional do programa e um comitê consultivo podem ser essenciais, principalmente porque a maioria das
ações só apresentam resultados de médio e longo prazos quando
pensadas de modo estratégico e continuado. Compartilhar experiências e conhecimento, formar parcerias, aprender uns com os outros, interferir na formulação de políticas públicas são outras dicas valiosas para a construção de um programa ético e socialmente responsável.

* Fonte: Manual produzido pelo Programa Voluntários/
Instituto Ethos - Ruth Goldberg e www.portaldovoluntario.org.br

FUNDAÇÃO APOSTA EM AÇÕES QUE ENVOLVEM CURSOS

DA REDAÇÃO

A Fundação Visconde de Cairu, criada há mais de um século, é mais um exemplo de
empresa que tem consciência da importância de atuar junto à comunidade. "A
Cairu está consciente de que deve oferecer a coletividade o retorno daquilo que a
sociedade investiu nela, assumindo o compromisso social em prol do bem-estar e
do futuro das próximas gerações", afirma o presidente da Instituição, Walter Crispim.
Para isso, o projeto Cairu na Comunidade envolve todos os cursos da Fundação:
Pedagogia, Turismo, Administração (Agronegócios, Análise de Sistemas,
Comércio Exterior, Gestão de Negócios e Marketing) e Ciências Contábeis.
O curso de Ciências Contábeis realiza, anualmente, o Cairu na Comunidade -
Imposto de Renda, no qual alunos realizam, sob a supervisão de professores,
atendimento gratuito para esclarecimentos, preenchimento e envio da Declaração de
Imposto de Renda Pessoa Física. O curso também possui o Estudante Solidário que
debate temas da área contábil sob o ponto de vista da responsabilidade social. Já os
alunos de Administração realizam seminários sobre ética e responsabilidade social e
desenvolvem trabalhos de consultoria para ONGs. O projeto Cairu na Comunidade -
Ação Voluntária e Social tem objetivo demonstrar que o processo de socialização
é perpassado na educação. O curso de Pedagogia desenvolve o Cairu na Comunidade - Formação Continuada, direcionado para professores que não possuem curso superior. O
programa oferece ainda assessoria pedagógica para instituições de apoio a
crianças carentes. Os alunos de Turismo participam de uma série de atividades para
debater, alertar e conscientizar sobre a problemática ambiental, bem como turismo
sustentável e meio ambiente, ressaltando a importância da preservação. No ano passado, o Cairu na Comunidade lançou o projeto Sala de Visita, com o objetivo de evidenciar a responsabilidade de cada indivíduo. Paralelo aos projetos, durante todo o ano são realizadas
campanhas de doação de sangue, alimentos, roupas e livros. A Cairu também
promove o Vestibular Solidariedade, onde são arrecadados alimentos e leite para
serem doados às instituições de caridade.


comentar



 




 


"Colaboradores da Brinquedos Rosita atuam na comunidade de Quim Goma"

         Outras Notícias > A hora e a vez da    responsabilidade social > Empresa Também aposta    na parceria com ONGS > Um Prêmio para a      consciência > Empresas Latino-    Americanas mais    responsáveis  > Instituto mobiliza    sociedade no consumo    resposável > Grupo A TARDE assume    compromisso com o    social

Copyright © 2007 A TARDE On Line. Internet.com.Informação